Alma em Verso
Acervo

Poesias de Paulo de Freitas Mendonça

24 poesias

  • A Árvore e as Pedras

    Paulo de Freitas Mendonça

    A árvore retorcida e torta assim nasceu lutou muito para vencer entre as pedras da ladeira. Com tamanha pertinácia, mesmo encurvada, cresceu. Venceu o duro da pedra, a inóspita ribanceira,

  • A Chuva dos Livres – Paulo de Freitas Mendonça

    Paulo de Freitas Mendonça

    0 céu começa a nublar, cobrindo-se em nuvem densa Nesta hora ninguém pensa corre logo pro varal, arrisca a pressa na cerca fere o arame farpado, fecha as janelas e as portas, volta o olhar para dentro.

    IV Esteio da Poesia Gaúcha
  • A Lança e a Flor

    Paulo de Freitas Mendonça

    Inverno finda e renasce a flor na ponta do arbusto. A matriz impõe um custo que faz nascer o impasse.

  • A Margem de Lá do Aqueronte

    Paulo de Freitas Mendonça

    As margens do Aqueronte nunca foram irmãs gêmeas porque também somos únicos na multidão ante o todo. Possuem ancoradouros que só Caronte os conhece... A margem que ninguém busca, mas que todos vão chegar

  • A Suprema Paz

    Paulo de Freitas Mendonça

    A paz é mais que um evento, sutil em sua unidade. Possui mais diversidade que da terra ao firmamento.

  • Ao Pajador Missioneiro

    Paulo de Freitas Mendonça

    O silêncio prenuncia um vazio no universo estende o dono do verso como quem vela a poesia.

  • Beija-flor

    Paulo de Freitas Mendonça

    A flor calada quer amar ao beija-flor Que plana, beija e busca outra no jardim. O passarinho quer encontrar um amor E busca alguma que lhe diga suave sim.

  • Centauro

    Paulo de Freitas Mendonça

    Quem morre com seu cavalo Numa cruzada de cargas Das cavalarias brutas, Nass arrancadas de guerra

  • Com Fe na arte Nativa

    Paulo de Freitas Mendonça

    Quem é vaqueano é vaqueano no Brasil meridional. Vaqueano do Litoral tem sentimento pampeano,

  • Devaneio

    Paulo de Freitas Mendonça

    Quando o horizonte límpido Se emponchou de nunens Matizou o céu Refletindo sóis por imagens suas

  • Disse Jayme Caetano

    Paulo de Freitas Mendonça

    Lembro Dom Jayme Caetano, o pajador missioneiro, como um pajé feiticeiro do xucro verso pampeano.

  • Do Pampa ao Pantanal

    Paulo de Freitas Mendonça

    Vim sorrindo do meu pago, chorei estando distante, mas levei a vida avante, co’a solidão por afago.

  • Emplumadas de Poesia

    Paulo de Freitas Mendonça

    Se eu fosse um tajã, voaria pelo céu do universo, porém as asas do verso se emplumam de poesia.

  • Entre Flores e Espinhos

    Paulo de Freitas Mendonça

    Quando sonha o pessimista parece haver pesadelo. Por não querer ser sinuelo perde a chance de conquista.

  • Farroupilha

    Paulo de Freitas Mendonça

    Nós não louvamos a guerra cantamos a hombridade, a ânsia de liberdade e o puro amor pela terra.

  • Incompleta e Fugidia

    Paulo de Freitas Mendonça

    Não se constrói a poesia. Ela é quem faz o poeta. Nunca virá por completa nem de toda é fugudia.

  • Melhor que Ter e Ser

    Paulo de Freitas Mendonça

    Quando estático me paro em qualquer lugar do mundo, há um silêncio profundo, um isolamento raro.

  • O Taim em Cantoria

    Paulo de Freitas Mendonça

    No Banhado do Taim juntou-se a bicharada, querendo fazer poema, rimando tudo com nada.

  • Pajada a morte de um Poeta

    Paulo de Freitas Mendonça

    Quando morre um poeta Ficam seus versos escritos E muitos temas bonitos Na poesia incompleta

  • Piá da Vila Nova

    Paulo de Freitas Mendonça

    Da Vila Nova foi pro velho mundo do mundo velho vem pro mundo novo e o piá se fez um pajador do povo sem esquecer de onde é oriundo...

  • Por Ser Um Balde de Poço

    Paulo de Freitas Mendonça

    que anda rangindo corda, tenho sonho que transborda rumo à água em alvoroço. Neste balanço de moço,

  • Querências

    Paulo de Freitas Mendonça

    Em Rivera e Livramento Pajadores lado a lado Teu país e meu estado Se unem no sentimento

  • Sol das Missoes

    Paulo de Freitas Mendonça

    O sol das missões reflete na pele rubra do chão. O matiz do horizonte pinta a crueza de um tempo que com o vento não passa, fica na sombra do povo, na alma rude da raça, entranha no sentimento

  • Uma Luz Abençoada

    Paulo de Freitas Mendonça

    Ela me surge igual a luz de cor dourada me enfeitiça tal a imagem do Jarau Ouço a voz na melodia encantada Perco os pés, rio de emoção que não dá vau