Alma em Verso
Acervo

Poesias de Jayme Caetano Braun

137 poesias

  • Renascimento

    Jayme Caetano Braun

    Venho de volta - e caminho, sedento de luz e paz, como um pássaro que traz calor - do primeiro ninho,

  • Sangue Farrapo

    Jayme Caetano Braun

    Fui sempre assim - no campo aberto, muitos anos, guardando as linhas da fronteira - que empurrava,

  • Seculo e Meio Depois

    Jayme Caetano Braun

    Meu Brasil grande- fogão, de pátria e de nativismo, na catedral do batismo, da gaúcha tradição,

  • Sem Diploma

    Jayme Caetano Braun

    Bendito aquele que estuda porque estudar é importante, embora o ignorante tem sempre um santo que ajuda,

  • Seu Esmilindro

    Jayme Caetano Braun

    Aquele ali, se esquentando, Que parece estar dormindo, É o velho “seu” Esmilindro Quando lhe falam, responde,

  • Silêncio e Luz

    Jayme Caetano Braun

    Silêncio de vento frio, murmúrios de pasto e lua, a estrela grande chirua tem fogonear de pavio;

  • Tacuapi

    Jayme Caetano Braun

    Tacuapi - gomo de cana, falquejado de taquara, por minha artéria dispara, o sangue verde que irmana!

  • Tio Anastácio

    Jayme Caetano Braun

    Entre a Ponte e o Lajeado Na venda do Bonifácio Conheci o tio Anastácio Negro velho já tordilho;

  • Tio Anastácio

    Jayme Caetano Braun

    Entre a ponte e o lageado, na venda do bonifácio, conheci o tio anastácio, negro velho já tordilho;

  • Tio Domingos

    Jayme Caetano Braun

    Fui conhecer Tio Domingos Num comércio de carreiras Golpeando as duas hileiras De uma gaita Correntina.

  • Tres Marias

    Jayme Caetano Braun

    Velha relíquia gaúcha De pedras acolheradas, Três chinocas encapadas Que rasgando um mundo novo

  • Trovador Negro

    Jayme Caetano Braun

    Negro de sorriso claro, Como sinuelo de pampa, Que sintetizas na estampa Longínquas reminiscências;

  • Última Rinha

    Jayme Caetano Braun

    Calcei o frango Prateado Que foi pinto em meu terreiro Pra soltar no rinhedeiro Onde estava um Colorado.

  • Último Bochincho

    Jayme Caetano Braun

    A de oito baixos roncava e o candeeiro estremecia! nem o tinhoso sabia do beleléu que se armava!

  • Umbu Solitário

    Jayme Caetano Braun

    Umbu velho carcomido Pela inclemência dos anos De onde o pássaro vaqueano Por entre a escassa ramagem

  • Vento Sul

    Jayme Caetano Braun

    Cruzando a linha, imaginária, apenas, o vento livre que nasceu nos Andes, busca a lonjura

  • Volta aos Pagos

    Jayme Caetano Braun

    Há pouco, andei camperiando, revendo a velha querência, foram comigo, floreando, elas terminaram voltando,