Pampeana
Jurema Chaves
Linda flor, mulher gaúcha, Gaúcha flor, tão mimosa. Desse perfume de rosas Que exala pelos galpões,
138 poesias
Jurema Chaves
Linda flor, mulher gaúcha, Gaúcha flor, tão mimosa. Desse perfume de rosas Que exala pelos galpões,
Jurema Chaves
Pátria. Mãe, te agradeço Meu destino de poeta, Traçando a rima dileta Tuas belezas eu canto,
Jurema Chaves
Sou um peão do Rio Grande pequeno ainda senhores mas já sei cantar louvores me curvar em reverência
Jurema Chaves
Eu amo a terra e o campo o céu e a lua prateada o silêncio da madrugada o brilho do alvorecer
Jurema Chaves
Perdão te peço meu anjo querido perdão por tudo que tens sofrido perdão também pelo que sofri perdoe, querido, o meu pranto mudo
Jurema Chaves
Meu ranchinho abandonado Lá no meio da campina Onde até mesmo a neblina parecia te enfeitar.
Jurema Chaves
Piazito órfão, De roupas rasgadas, De faces marcadas Pelo sofrimento.
Jurema Chaves
Mirando o espelho das águas A indiazita pequena Misto de anjo e mulher No olhar bailava a ternura
Jurema Chaves
A escrever poemas me liberto O longe é perto, sem limites pra sonhar Coração alado voejando liberdade Rumos mesclados de amor, sonho, saudade
Jurema Chaves
Mesmo com a alma machucada Seguirei, passo a passo, meu caminho Levando no peito uma dor cristalizada No olhar, a embriaguez do teu carinho
Jurema Chaves
Pelas várzeas do meu peito, onde deixaste semeada, uma seara de amores, hoje as lembranças florescem,
Jurema Chaves
Eu sou a prendinha............... Com meu vestido de chita Autentica gauchita Mimosa flor do rincão
Jurema Chaves
Sou uma prendinha feliz E o meu sorriso transmite O encanto sem limites Da pampa que me fascina,
Jurema Chaves
Abri a minha janela E te encontrei primavera Toda vestida de flores Salpicastes tantas cores
Jurema Chaves
NÃO, não me olhes assim Com este jeito e menino triste, Que ousado insiste, em me perseguir. Desvie estes olhos de dentro dos meus,
Jurema Chaves
Do livro (Versos de Amor á Terra) Mamãe chamou-me outro dia Para fazer-me um pedido,
Jurema Chaves
Quando um sol de primavera Pintou sonhos nas campinas Um jovem taura campeiro Buscou num olhos brejeiros
Jurema Chaves
na primavera da vida és uma prenda querida todos querem te abraçar encher teu mundo de cores
Jurema Chaves
Conservo minhas raízes Cultuando a tradição, Numa charla de galpão Eu participo contente
Jurema Chaves
A uma quietude de espera No escondido do pranto, Que se arranchou nos recantos De cada canto de mim,
Jurema Chaves
Batendo estribo comigo, Pela estrada poeirenta. Vai uma tropa saudosa de recuerdos Que a noite emponcha com manto negro
Jurema Chaves
Ser gaúcha não precisa Ter nascido aqui no Sul Basta amar o céu azul E qostar do mate-amargo
Jurema Chaves
As nuvens passam de pressa Empurradas pelo vento Igual o meu pensamento Na tropilha de ilusão
Jurema Chaves
O grande rodeio Coringa se ouvia na Farroupilha junto com minha família escutava emocionada