Pandorgas de Infância
Lauro Teodoro e Luciano Salerno
Minha vó fazia pandorgas pra mim brincar na infância. Na vida do interior era bonito Ver pipa voando em voltas
44 poesias
Lauro Teodoro e Luciano Salerno
Minha vó fazia pandorgas pra mim brincar na infância. Na vida do interior era bonito Ver pipa voando em voltas
Lauro Teodoro
Um gesto mirando o céu, Um sinal de amor no rosto. A imagem de fé e da esperança, Traz a dor do cochilo no posto.
Lauro Teodoro e Ilva Moraes da Silva
As vezes em sonhos retorno, pros dias da minha infância. Naquela vidinha interiorana, nos meus tempos de criança.
Lauro Teodoro
Enquanto as auroras no campo ofereciam a dádiva dos arrebóis. Entre assovios e latir de cuscos utensílios campeiros no galpão,
Lauro Teodoro
Ora! meu velho galpão, para onde foram as lidas, que te impôs a decadência, nessa condenação da vida.
Lauro Teodoro
Olhando esse mundo moderno, arrisco algumas previsões do futuro, terá gente vivendo no escuro, muitos viverão na rua,
Lauro Teodoro
Quando me escoro na roda de mate, Com alguns gaúchos de agora, Vou cismando, um triste arremate, Das lidas e dos costumes de outrora.
Lauro Teodoro
O mundo que esta mudado O tempo se passa voando, Alguns que ficam parados, E outros que ficam chorando.
Lauro Teodoro
A velha porteira da invernada, Sempre foi o norte do peão. por ali passava para as lidas, voltando pelos rastros no chão.
Lauro Teodoro
Minha tropa chegou cansada, Lá das bandas da fronteira. Se recostou numa aguada, Bem na frente da mangueira.
Lauro Teodoro
são recolhidas dentro de nós, de tudo aquilo que vemos, desde os tempos de nossos avós.
Lauro Teodoro
Serra, uma região selvagem Refugada dos campeiros, Onde o imigrante pioneiro, Domou, colônias e ladeiras,
Lauro Teodoro
As matas que conhecemos já não resta quase nada, não existem mais enxadas. Foram soterrada pelo trator,
Lauro Teodoro
Quando a liberdade se enfrena E ruma um campeiro pra cidade, Que no vigor da mocidade, Vai cabresteando, “o tirão”.
Lauro Teodoro
Rasga o silêncio da noite No sonho refresca o pranto, Os anos aclamam os açoites Na ternura em mil encantos,
Lauro Teodoro
JÁ CHEGOU A MADRUGADA O DIA VEM CLAREANDO, VOU REATANDO A CARGUEIRADA, PRA ESTRADA ESTOU VOLTANDO.
Lauro Teodoro
A Sombra caminha pelas encostas Onde nasceram os andarengos Sobre o couro dos bois da carreta Sobre o suor dos cavalos do arreio
Lauro Teodoro
DESDE QUE A AURORA NESCE, NASCE A RUDEZ DO TRABALHO, NA MEMÓRIA AS LIDAS, E OS BRILHOS DO SOL NO OLHAR, NOS PULSOS IDEAL DE FORÇA, E VIBRAÇÕES DO MALHO, NA FORJA A LUZ DA VIDA, NO BRONZE O JEITO DE AMAR.
Lauro Teodoro
QUANDO MENINO INOCENTE APRENDI DE TUDO NA LIDA, COISAS DE BICHO E DE GENTE, PELOS TERREIROS DA VIDA.
Lauro Teodoro
Quando começa o ano na escola Quase tudo é diferente, Conhecemos novos amigos, Que vem estudar com agente.