Coplas de Nazareno
Apparício Silva Rillo
Nazareno fui chamado, por sobrenome - da Cruz. Nazareno da Cruz, um seu criado, por acaso tocaio de Jesus.
123 poesias
Apparício Silva Rillo
Nazareno fui chamado, por sobrenome - da Cruz. Nazareno da Cruz, um seu criado, por acaso tocaio de Jesus.
Apparício Silva Rillo
Na invernada do meu peito tem mágoas de todo o pêlo, sendo a saudade o sinuelo dessas mágoas que falei;
Apparício Silva Rillo
"Cova de Touro" me chamam e o porquê não me interessa. Quem por frente me atravessa se plancha, roda ou tropeça
Apparício Silva Rillo
Cuia morena queimada confeccionada a lo bruto, rude cálice matuto de amarguentas comunhões;
Apparício Silva Rillo
Este cusco brasino, cara branca, pequenote e rabão, que o parceiro está vendo enrodilhado aí perto do fogão,
Apparício Silva Rillo
Irmão do asfalto, do salto, do assalto, nos ranchos no alto e dos olhos no chão, esquece o imediato, vem ver este mato, beber deste rio - um crioulo Jordão.
Apparício Silva Rillo
Claro, são necessários mas não fundamentais os materiais.
Apparício Silva Rillo
En el más íntimo, más hondo de nosotros, una tropilla de potros galopea. Una tropilla de potros nos golpea...
Apparício Silva Rillo
Há um potro dentro de mim, pedindo cancha. Sinto-lhe o bater do coração inquieto como um tambor a rufar em véspera de peleia braba.
Apparício Silva Rillo
Ah, china maula! No dia em que te trouxe pro meu rancho engarupada na anca do picaço,
Apparício Silva Rillo
- Tem quarto, dona Isolina? - A Rosa! Mas quem diria! - É pra ver, dona Isolina... - Então, voltou a ser china?
Apparício Silva Rillo
Chininha reponta um sonho na lonjura ensimesmada de mais um domingo igual.
Apparício Silva Rillo
Abro o peito, mas no entanto não sei se o canto garanto como meu tema requer. É preciso
Apparício Silva Rillo
Tenho uma ponta de gados - touro, bois, vacas, terneiros. Uma tropilha de baios — um dos baios, estreleiro.
Apparício Silva Rillo
E está (a estranhos, para ver) nos catálogos da empáfia comunal proclamando a fonte esconsa de onde veio
Apparício Silva Rillo
A Laci Osório Está presa na terra - árvore de pedra.
Apparício Silva Rillo
Aponta uma carreta na distância rincha que rincha no silêncio grande que reponta ao passito, Para o pouso da noite,
Apparício Silva Rillo
I Dispo-me da camisa da calça do calçado
Apparício Silva Rillo
"Faz de conta, mulher, que o pão de forno é daqueles leitão que nós criava no rancho de posteiro que deixemo quando a estância do patrão foi-se a la cria
Apparício Silva Rillo
- "Quinze quadras de campo, meu compadre!" - "São minhas, meu compadre, aperte a mão!" Contratos pura consciência timbrados de coração.
Apparício Silva Rillo
A noite nasceu agora do ventre deste luar e eu morri no fogo-morto que foi luz em teu olhar.
Apparício Silva Rillo
Velha gaita fiel de duas falas, intérprete crioula de emoções, que chora na rudeza dos galpões e ri de gosto no esplendor das almas!
Apparício Silva Rillo
Meu tosco galpão de estância erguido sem aparato, aqui no mais te retrato sem te pedir permissão;
Apparício Silva Rillo
Gaúcho velho que foste menino nos entreveros de noventa e três! Brigaste a vida toda com o destino e o destino apanhou mais de uma vez!