O Escravo
Luís Lopes de Souza
Semeei pétalas de rosas sobre o mimo de teu rosto soprei com carinho o pó no cristal de teu sapato.
46 poesias
Luís Lopes de Souza
Semeei pétalas de rosas sobre o mimo de teu rosto soprei com carinho o pó no cristal de teu sapato.
Luís Lopes de Souza
Um corisco...retumbou tremeluzente prenunciando a tempestade! E a tropa sobressaltada redemunha encontradiça
Luís Lopes de Souza
Gato preto é mau presságio malgrado na sexta feira, é o “coisa ruim” disfarçado rondando a lenda crendeira...
Luís Lopes de Souza
Já faz tempo, muito tempo... Visto com certo malgrado enterrei velhos ressábios nos longes deste lugar,
Luís Lopes de Souza
Se a pedra ficar polida meu labor não foi a esmo... Quando me for, vou cantando in memória de mim mesmo....
Luís Lopes de Souza
DEUS... por regra da criação fez o tempo em três etapas... e os chamava de irmãos. O mais velho era o PASSADO!
Luís Lopes de Souza
Esses homens, mais parecem fantasmas que os julhos despertam, dos fundos escuros dos ponchos surrados ou das copas bojudas de mouros
Alcindo Neckel e Luís Lopes de Souza
Um céu longe multicor estende o véu da aurora no meu olhar já sem cor... trazendo imagens vagas
Luís Lopes de Souza e Alcindo Neckel
Morte...! Sombria e real mas consagrada por mito, um ditame racional desde os primórdios escrito...
Luís Lopes de Souza
E mais uma vez Joaninha ia ao catre se esconder, pra chorar e ninguém ver que realmente era lindo
Luís Lopes de Souza
"Me gusta" de um verso livre... Velhas primícias prosaicas desprovidas de resumo. ... munícios para o consumo
Luís Lopes de Souza
Ali daquela porteira, que é um marco redivivo roído pela intempérie eu vi o andejo partir.
Luís Lopes de Souza
Na areia da ampulheta germina a desilusão, se o resumo da colheita não enche a cova da mão...
Luís Lopes de Souza
Do luzeiro incandescente sobeja só uma réstia... Esse corpo diminuto
Luís Lopes de Souza
O sol emborcou o lume na anca do horizonte, como apagando os braseiros dos fogões do universo...
Luís Lopes de Souza
Joelhos rotos vão semeando gotas rubras no trajeto de tortura e de louvor, a carne viva cada vez fica mais viva num martírio que exorciza a própria dor.
Luís Lopes de Souza
Seu peito também tapera... Sua alma também ruína... Da estância, vagos sobejos Na palidez da retina...
Luís Lopes de Souza
Longito... Cruzando por um atalho, no descambar da coxilha de um campo de cima da serra,
Luís Lopes de Souza
De onde vens meu parceiro? Três vezes peço permísso venho pronto pra o serviço
Luís Lopes de Souza
O vento sola milongas Em monótonos rituais Num salmodiar aos que passam No rumo do nunca mais
Luís Lopes de Souza
O Transcendente futuro Desprovido de exemplo Buscará nos ancestrais Inspiração para seu tempo...
Luís Lopes de Souza
Um clarão... arregaçou as pupilas de quem fazia retorno, rasteando o vestígio amargo