Sombra
Luiz Menezes
E dizem quem passa Andando apressado Buscando na fuga Um novo caminho,
61 poesias
Luiz Menezes
E dizem quem passa Andando apressado Buscando na fuga Um novo caminho,
Luiz Menezes
O velho Palhaço Chegou frente ao teatro De fachada triste, E olhou cismarento
Luiz Menezes
A tropa se perde espargindo searas de angústia e revolta, palpita no seio
Luiz Menezes
Eu hei de amar-te sempre sempre além da vida Eu hei de amar-te muito além do nosso adeus Eu hei de amar-te com a esperança já extinguida De que meus lábios possam ter os lábios teus.
Luiz Menezes
Morena linda te chegaste como um sol Ao bambural do meu potreiro de existência, O teu olhar - olhar que tem da flor a essência - Encheu de luz este meu rancho solitário;
Luiz Menezes
A morte a china me leva traiçoeira que até dá pena vive a pelear gente buena sem se importar com o gaudério não sei que estranho mistério
Luiz Menezes
À sombra do meu rancho - hoje tapera Aboletou-se um dia uma prendinha; Eu nunca perguntei-lhe porque viera Nem ela mesmo disse porque vinha.
Luiz Menezes
Depois do almoço uma chuva mansinha com jeito de china que leva uns galopes,
Luiz Menezes
Sou um vaqueano sem rumo Pra quem a estrada não conta... De tanto cruzar atalhos
Luiz Menezes
(Em memória de meu pai) Velho Taita de outras eras Te vendo sob a ramada
Luiz Menezes
Apaga a luz velho candeeiro, apaga! Faz com que o rancho torne à escuridão; Pré que meu poncho e minha velha adaga Não sintam fraquejar meu coração...
Luiz Menezes
Velho poncho cobertor de rancho pobre Companheiro de incontáveis invernias, Minha carpa caminhante, me seguias Aquecendo a minh’alma de andarilho.
Luiz Menezes
Quando a noite emponchava o rancherio Eu ficava mateando, ouvindo atento Para escutar trazidos pelo vento Aqueles passos de um andar macio...