Ode a Senhora do Sobrado
Moisés Silveira de Menezes
Bela e amável senhora apareça no terraço deixe que a brisa brejeira bata leve seus cabelos
49 poesias
Moisés Silveira de Menezes
Bela e amável senhora apareça no terraço deixe que a brisa brejeira bata leve seus cabelos
Moisés Silveira de Menezes
Quando o sol se esparge em raios Sobre a coxilha e plainos Vozes antigas renascem Pelas encostas dos cerros
Moisés Silveira de Menezes
Baio estrela, cabos negros trote largo, Inácio Rosa recolutando recuerdos pela estrada das missões.
Moisés Silveira de Menezes
Quando o sol da meia tarde clareou os sulcos do rosto do andante que chegava, jeito simples, tranco firme,
Moisés Silveira de Menezes
De onde vieram!? Pra onde irão!? Donde Vivem!? Isso tudo me inquieta.
Moisés Silveira de Menezes
Andei buscando metáforas Para compor-te um poema Descartei muitas figuras Na relancina do olhar
Moisés Silveira de Menezes
Não busquem pelo poeta na teia crua do verso. Fantasmeiros figurantes ressuscitam gastas lendas,
Moisés Silveira de Menezes
Quando a filha de dez anos morreu nos braços da mãe num casebre de arrabalde, João Guedes cerrou a porteira, agora... a do coração...
Moisés Silveira de Menezes
Livre, surgiu no deserto tripartido por amor à tenda, à lança, ao cavalo. Nômade, migrou no rumo que lhe apontava a inquietude
Moisés Silveira de Menezes
O rio, santuário andante Fascina, atrai e trai Espírito em movimento Vivenda de vida e morte
Moisés Silveira de Menezes
Quando um acorde celeste se desprende do infinito e vem me falar de manso pela boca escancarada
Moisés Silveira de Menezes
Cando la pampa se duerme entre zambas y vidalas que viven en los ocultos del alma y de la guitarra,
Moisés Silveira de Menezes
I Vida, destino, dilema, página em branco ao arbítrio,o tempo com seu grafema.
Moisés Silveira de Menezes
Num ermo fundo de campo, no contra ponto forte do cerro, bem onde o rio faz a curva, no pago da minha infância
Moisés Silveira de Menezes
Negros “maidanas” surrados sombreando cinco ventenas de tal modo distribuídos como a antever no vislumbre
Moisés Silveira de Menezes
Quem embarca em barco alheio embarca anseios e medos abarca sonhos nos braços que lançam redes no mar
Moisés Silveira de Menezes e Menezes Bastos
Sem assombros dos Açores para os açoites do sul mudança, mudando a sina. Um punhado de sementes
Moisés Silveira de Menezes
Barba escura chapéu negro O lenço de um rubro forte Sobrepairando na gola Do poncho azul de baeta
Moisés Silveira de Menezes
Estendeu-se o olhar pela lonjura, um pouco mais além do horizonte, onde moram a distância e a saudade. Para onde voa sempre o pensamento,
Moisés Silveira de Menezes
Talvez deva ser tristeza, Uma força tão estranha Que põe estrelas na insônia E a alma quase sem rumo,
Moisés Silveira de Menezes
Hino, Bandeira, Brasão a trindade principal Sob o céu da pampa grande Simbolismo imemorial.
Moisés Silveira de Menezes
Quando o sol vai despacito me quedo mateando quieto no velho ritual campeiro que faz ausentes de afeto
Moisés Silveira de Menezes
Um regimento aguerrido viu-se preso de repente numa engenhosa emboscada, a frente mil de a cavalo
Moisés Silveira de Menezes
Com perfeição recortada junto a linha do horizonte vislumbrava-se da estância silhueta em cor escura