Rio Grande Encantado: A Mística Cultura Lendária
Sebastião Teixeira Corrêa
Pelos campos do Rio Grande, Existem tantos mistérios Que nem mesmo os cemitérios Os conhecem por completo...
69 poesias
Sebastião Teixeira Corrêa
Pelos campos do Rio Grande, Existem tantos mistérios Que nem mesmo os cemitérios Os conhecem por completo...
Sebastião Teixeira Corrêa e João Antônio Marin Hoffmann
Por de sol é fim de tarde. Cambona escuta calada Do braseiro o cochichado… A fumaça matizada
Sebastião Teixeira Corrêa
Dona moça foi-se embora, do campo para a cidade, Dona moça agora chora o preço da vaidade, Quis ter vida de princesa, ser moderna, andar na moda, Quis conhecer a nobreza, circular na alta roda.
Sebastião Teixeira Corrêa
Chegaste um dia no rancho, principiava a primavera E o meu coração tapera ganhou vida nesse instante, Foi teu sorriso o bastante pra encher de luz a morada E encontrar na madrugada a boieira mais radiante
Sebastião Teixeira Corrêa
A linha tênue que aparta A razão de homem campeiro Das raias do desvario Não suportou a injustiça
Sebastião Teixeira Corrêa
Ao despeonar-se, Juvêncio, juntou as tralhas que tinha, Poucas relíquias guardadas numa vida de ilusão: Aperos de montaria, facas de aço, forjadas, Cordas campeiras, trançadas, pra lidar com redomão
Sebastião Teixeira Corrêa
I Ela chegou, foi num final de tarde, Sem muito alarde, foi entrando e, aos poucos, Como uma chama branda, mas, que arde,
Sebastião Teixeira Corrêa
Quando a prata da lagoa se anuncia no horizonte, Balançam, sobre os rodados, os velhos lanchões de guerra, Tais quais antigas galeras, de Marco Antônio, no Egito, Ou vasos, de Maldonado, trocando as águas por terra.
João Antônio Marin Hoffmann e Sebastião Teixeira Corrêa
Tava incrustrado no couro, já era herança de vidas... Queria cambiar deveras, de posteiro, minha lida, Quando o capataz matreiro deu-me um presente de grego, Já me esperava ençilhado, o maula de cabos negros...
Sebastião Teixeira Corrêa
I Tira tua venda ó Deusa da justiça E olha nos olhos dos teus magistrados, Vejas o quanto que andam degradados
Sebastião Teixeira Corrêa
Quem disse que ele se foi por certo não compreende que um poeta não se vai; Apenas libera a alma pra ir buscar energia e um dia poder voltar.
Sebastião Teixeira Corrêa
Olhem a serra, e verão aquelas, Com traços de além-mares, Que plantaram povoados e pomares, E tem no corpo ainda as cicatrizes,
Sebastião Teixeira Corrêa
Nos relicários dos museus da história, Onde se perfilam os medalhões, De ouro, prata e bronze, E onde se tem a dimensão exata,
Sebastião Teixeira Corrêa
I Quando, nas tardes, sento para o mate Dou rédeas largas aos meus versos potros, E uma saudade danada então me bate
Sebastião Teixeira Corrêa
Se todas as penas Fossem apenas pena de quem tem piedade... Se todas as penas
Sebastião Teixeira Corrêa
Dormia a noite em silêncio Na madrugada infinita, A lua desceu bonita Na imensidão do horizonte,
Sebastião Teixeira Corrêa
Parceiro, me ceva um mate Que há uma secura tão grande Queimando dentro do peito, Como uma brasa de cerno
Sebastião Teixeira Corrêa
Vejo descendo a canhada Um tordilho nevoeiro, Num tranco largo, faceiro, Estampa quarto de milha
Sebastião Teixeira Corrêa
Há um busto vivo, de bronze, Harmonizado na praça, Que é peça da arquitetura Onde os traços da escultura
Sebastião Teixeira Corrêa
O patrão Velho, afinal, Juntando esteio a esteio. Prepara o grande rodeio Da virada do milênio,
Sebastião Teixeira Corrêa
De São Borja, uma legenda, Que a mãe fronteira pariu, E que, aos poucos, dividiu, Com as pátrias do continente