Alma em Verso
Acervo

Poesias de Sebastião Teixeira Corrêa

69 poesias

  • Romance d'Um Pôr de Sol

    Sebastião Teixeira Corrêa e João Antônio Marin Hoffmann

    Por de sol é fim de tarde. Cambona escuta calada Do braseiro o cochichado… A fumaça matizada

  • Romance de Dona Moça

    Sebastião Teixeira Corrêa

    Dona moça foi-se embora, do campo para a cidade, Dona moça agora chora o preço da vaidade, Quis ter vida de princesa, ser moderna, andar na moda, Quis conhecer a nobreza, circular na alta roda.

  • Romance de Quem Chega para Ficar

    Sebastião Teixeira Corrêa

    Chegaste um dia no rancho, principiava a primavera E o meu coração tapera ganhou vida nesse instante, Foi teu sorriso o bastante pra encher de luz a morada E encontrar na madrugada a boieira mais radiante

    I Concurso de Poesias Gauchescas – 31º Rodeio de Vacaria
  • Romance de quem Moldou a Querência

    Sebastião Teixeira Corrêa

    A linha tênue que aparta A razão de homem campeiro Das raias do desvario Não suportou a injustiça

    I Concurso de Poesias Gauchescas – 31º Rodeio de Vacaria
  • Romance de um Despeonado

    Sebastião Teixeira Corrêa

    Ao despeonar-se, Juvêncio, juntou as tralhas que tinha, Poucas relíquias guardadas numa vida de ilusão: Aperos de montaria, facas de aço, forjadas, Cordas campeiras, trançadas, pra lidar com redomão

    22ª Sesmaria da Poesia Gaúcha
  • Romance de um fim de Tarde

    Sebastião Teixeira Corrêa

    I Ela chegou, foi num final de tarde, Sem muito alarde, foi entrando e, aos poucos, Como uma chama branda, mas, que arde,

  • Seival : A Saga Heróica de Bravos

    Sebastião Teixeira Corrêa

    Quando a prata da lagoa se anuncia no horizonte, Balançam, sobre os rodados, os velhos lanchões de guerra, Tais quais antigas galeras, de Marco Antônio, no Egito, Ou vasos, de Maldonado, trocando as águas por terra.

  • Sesmaria D'Água e Sal

    João Antônio Marin Hoffmann e Sebastião Teixeira Corrêa

    Tava incrustrado no couro, já era herança de vidas... Queria cambiar deveras, de posteiro, minha lida, Quando o capataz matreiro deu-me um presente de grego, Já me esperava ençilhado, o maula de cabos negros...

    13ª Sesmaria da Poesia Gaúcha
  • Sob os Olhos Vendados da Justiça

    Sebastião Teixeira Corrêa

    I Tira tua venda ó Deusa da justiça E olha nos olhos dos teus magistrados, Vejas o quanto que andam degradados

    21ª Sesmaria da Poesia Gaúcha
  • Tributo a Memoria do Poeta

    Sebastião Teixeira Corrêa

    Quem disse que ele se foi por certo não compreende que um poeta não se vai; Apenas libera a alma pra ir buscar energia e um dia poder voltar.

  • Tributo a saga da mulher gaucha

    Sebastião Teixeira Corrêa

    Olhem a serra, e verão aquelas, Com traços de além-mares, Que plantaram povoados e pomares, E tem no corpo ainda as cicatrizes,

  • Tributo à Saga de Uma Mulher Gaúcha

    Sebastião Teixeira Corrêa

    Nos relicários dos museus da história, Onde se perfilam os medalhões, De ouro, prata e bronze, E onde se tem a dimensão exata,

  • Tropa de Anseios

    Sebastião Teixeira Corrêa

    I Quando, nas tardes, sento para o mate Dou rédeas largas aos meus versos potros, E uma saudade danada então me bate

  • Tudo Vale a Pena

    Sebastião Teixeira Corrêa

    Se todas as penas Fossem apenas pena de quem tem piedade... Se todas as penas

    15º Bivaque da Poesia Gaúcha
  • Última Campereada

    Sebastião Teixeira Corrêa

    Dormia a noite em silêncio Na madrugada infinita, A lua desceu bonita Na imensidão do horizonte,

  • Um Ato de Amor ao Cavalo

    Sebastião Teixeira Corrêa

    Parceiro, me ceva um mate Que há uma secura tão grande Queimando dentro do peito, Como uma brasa de cerno

    Concurso de Poesias Gauchescas – 32º Rodeio de Vacaria
  • Um Chasque para dom martecell

    Sebastião Teixeira Corrêa

    Vejo descendo a canhada Um tordilho nevoeiro, Num tranco largo, faceiro, Estampa quarto de milha

  • Um Rodeio Para Dom Jayme

    Sebastião Teixeira Corrêa

    O patrão Velho, afinal, Juntando esteio a esteio. Prepara o grande rodeio Da virada do milênio,

  • Um tributo a Dom Ajalla

    Sebastião Teixeira Corrêa

    De São Borja, uma legenda, Que a mãe fronteira pariu, E que, aos poucos, dividiu, Com as pátrias do continente