Alma em Verso
Acervo

Poesias

2.721 poesias no acervo

  • Canto de Ausência

    Jurema Chaves

    Cansou de chorar ausências Por isso volta ao rio grande. Já emalou seus pertences O pouco que ainda guardara

    I Concurso de Poesias Gauchescas – 31º Rodeio de Vacaria
  • Canto de Clã

    Apparício Silva Rillo

    Morre o pai e fica o filho, morre o filho e fica o neto e o sangue não se perdeu. Da raiz rebrota a rama,

  • Canto do Guerreiro Dominado

    Odilon Ramos

    Sou rude como o homem da caverna. Bárbaro, primitivo, indelicado: Mas um teu gesto, uma palavra terna, Me fazem manso, dócil, dominado.

  • Canto e Morte de um Campeiro

    Luiz Menezes

    Na senzala das calçadas Seu poncho agora é a lua Como um retrato da fome -Canto negro da poesia- Insano ser que foi homem Um errante em agonia Inerte a dor que o devassa Na indiferença da rua.

  • Canto Natalino

    Ubirajara Raffo Constant

    Dos reis magos no céu brilha A estrela clara e viajeira; De uma igrejita campeira Soa ao longe a voz do sino;

  • Canto Xucro

    Jorge Lima

    Da xucra essência pampeana Que carrego no meu peito Brota o verso deste jeito Neste estilo galponeiro

  • Cantos de Taba e Senzala

    José João Sampaio

    Venho das matas e selvas Das pampas e pantanais Das tabas e dos quilombos Senzalas e canaviais

    16ª Sesmaria da Poesia Gaúcha
  • Caraguatás

    Colmar Pereira Duarte

    Que segredo esconderás Incompreendido e sisudo? Tua rudeza de espinhos, Num silêncio ponteagudo

  • Caravoltas

    Colmar Pereira Duarte

    Gaudério. Sem cabrestos nem colheras Para me tironear o coração. Atrelava nos ventos meu destino.

  • Carga Bruta

    Cyro Gavião

    Grudada ao chão da querência; Forcejando na subida; Na caminhada da vida, Vem tranqueando uma carreta...

  • Carrancho

    Marco Póllo Giordani

    Primeiras penas cobriam O vulto do caranchinho Que aos poucos ia crescendo... Olhando o mundo tão vasto

  • Carreta

    Juca Ruivo

    Como adeus em despedida, vai-se a tarde, tristemente. Pelas bandas do poente um sol de seca esmaece.

  • Carreta

    João Batista de Oliveira Gomes

    Quando vejo uma carreta Quanta saudade me dá, Começo a recordar Os velhos tempos passados,

  • Carreta

    Apparício Silva Rillo

    Recavém , chedas , cadeias, tablado de duas braças, raios, cambotas e maças de guajuvira ou de ipê

  • Carreta

    Cyro Gavião

    Sepultada no abandono, Quebrada, velha, sem dono, Entre guanxumas e ortiga, Me lembro da rapariga,

  • Carreta

    Juan Carlos Pirali

    Desde e pasado al presente En histórico recuerdo, Llega la vieja carreta Propulsora del progresso,

  • Carreteiro

    Jayme Caetano Braun

    Carreteiro, és do meu pago A encarnação da paciência. Crioulo de pura essência Sempre ao passito cruzado,

  • Carrinho de Lomba

    Paulo Luís Schneider

    Nas lombas do interior, Num tempo que já se vai, Deslizava um pequeno guri, No carrinho encomendado pelo pai.

  • Carrossel

    Vítor Bielaski

    Gira-gira da memória De um tempo que hoje é distância Carrossel de fantasia Na magia da minha infância

    I Estância da Poesia Crioula - Virtual
  • Carta

    Cyro Gavião

    Meu caro Chico Ribeiro, Velho irmão da mesma crença, Sem mesmo pedir licença, Apeio no teu galpão.

  • Carta a uma Amiga que se Foi

    Albeni Carmo de Oliveira

    Como vais querida amiga Nesta tua nova morada? Aqui eu sigo a jornada Envelhecendo e cansado,

  • Carta Aberta a um Magistrado

    Sebastião Teixeira Corrêa

    Meritíssimo Juiz Peço vênia neste instante, Porque reputo importante fazer a observação; Eu não tenho a pretensão de contestar a justiça,

  • Carta Aberta à uma Cordeona

    Henrique Fernandes

    "Cordeonita" bem querer De saudosa ressonância, Guarda ecos das distâncias Com feição de alma antiga.

    19º Bivaque da Poesia Gaúcha