Tropeando a Saudade
Albeni Carmo de Oliveira
Em um rancho na cidade grande Um velho xiru mateia. Quem o vê talvez não creia Que este velho bonachão
2.725 poesias no acervo
Albeni Carmo de Oliveira
Em um rancho na cidade grande Um velho xiru mateia. Quem o vê talvez não creia Que este velho bonachão
Edson Marcelo Spode
Dom Hilário, firmou a mirada Pro lado que a chuva encilha Balseiro de oficio e cartilha Bombeando as barras do poente
19º Bivaque da Poesia GaúchaJurema Chaves
Guardo na moldura dos meus olhos A imagem de um tropeiro Velho peão carreteiro Que tantos rastros deixou...
16ª Sesmaria da Poesia GaúchaJéferson Rogério Valente de Barros
Rompem o horizonte quadrilhas - zainos, mouros e lobunos – Que vêm tangidas a esmo Por esse louco tropeiro
II Festival Querência Amada - RolanteGetúlio Abreu Mossellin
Um dia me perguntaram; Onde fica o túnel verde? Fica pros lados da praia, Pras bandas do litoral,
Jorge Luiz da Rosa Chaves
Duas rodas bem ferradas Cortando o chão de mansinho, Riscando longos caminhos Em direção aos povoados.
Derly Silva
De um dia , voltar ao pago, Tenho uma baita vontade E este sovéu que me prende Terá outra utilidade
Delonei Bergamo Picoli
Me atrapalho com as esporas, mas não tiro do garrão. O meu potro é um ventana, uma flor de alazão.
Poemas Para a Infância - 10º Celeiro da PoesiaJurema Chaves
Amadrinhando a saudade Vai a lembrança mais linda Que guardo dentro de mim Como esporas afiadas
Ari Pinheiro
Hai um quê de mistério Nestes ventos de agosto... Chegam de sopetão Encrespando as flexílhas
Albeni Carmo de Oliveira
Eu encilhei o meu pingo E saí bem pacholento, Cruzei na estrada com Bento Com Canabarro e Jardim.
Derly Silva
O Rio Grande está de luto O verso, a trova e a rima E quem, um programa anima, Fala com dificuldade
Jayme Caetano Braun
Negro de sorriso claro, Como sinuelo de pampa, Que sintetizas na estampa Longínquas reminiscências;
Nereu Ávila do Nascimento
Eu olho no horizonte O sol brinca, olha pra mim. Com um ar de deboche, Me convida pra brincar,
Rodrigo Bauer
Um homem vai pela estrada; um outro dorme na mira... De seu, há apenas o nada, pois isso ninguém lhe tira!
IV Esteio da Poesia GaúchaWilian Andrade
Quando um poeta se cala... Calam caneta e papel. Calam paixões escondidas Em folhetos de cordel.
II Festival Unidos pela Tradição (Virtual) - TapejaraSebastião Teixeira Corrêa
Se todas as penas Fossem apenas pena de quem tem piedade... Se todas as penas
15º Bivaque da Poesia GaúchaJoão Benito Soares
Me lembro como agora Eu era ainda piazito E me criando aos pouquitos Mas no coração uma dor
Sebastião Teixeira Corrêa
Dormia a noite em silêncio Na madrugada infinita, A lua desceu bonita Na imensidão do horizonte,
João Pantaleão Gonçalves Leite
Nasceu envolto aos pelegos Num rancho de pau a pique Cria do preto Manique Gaúcho por excelência,
Luiz Menezes
Eu hei de amar-te sempre sempre além da vida Eu hei de amar-te muito além do nosso adeus Eu hei de amar-te com a esperança já extinguida De que meus lábios possam ter os lábios teus.
Jayme Caetano Braun
Calcei o frango Prateado Que foi pinto em meu terreiro Pra soltar no rinhedeiro Onde estava um Colorado.
Guilherme Collares
Um par de estrelas matreiras refugavam o costeio de um reponte de alvorada, quando o Roque aviou sonhos extraviados de outros tempos...
Colmar Pereira Duarte
A morte chegou de quieto, com alpargatas farpudas de tanto campear viventes.
4ª Sesmaria da Poesia Gaúcha