Versos Para Um Quarto de Lua
Lauro Antônio Corrêa Simões
É setembro e, a chuva vem negando o estribo para a floração da primavera. Na invernada da tapera, a cavalhada,
2.725 poesias no acervo
Lauro Antônio Corrêa Simões
É setembro e, a chuva vem negando o estribo para a floração da primavera. Na invernada da tapera, a cavalhada,
Carlos Eugênio Costa da Silva
Cabelo mouro, atestando Que a ação do tempo e da vida Deixa marca irreversível Em quem de fato viveu.
Valdorion Klein
Vergo a terra, verte água cristalina. O sol, de relance, ilumina as folhas ainda molhadas
José Luiz Flores Moró
Vestido moldado na extirpe gaúcha, Em mescla de bruxa e estampa monarca, Eu trago um Rio Grande bordado entre as rendas E a raça da prenda sem dono e nem marcas!
Apparício Silva Rillo
É preciso quebrar pedra, Violentar o cal da argamassa. É preciso cavar a terra úmida, Verde de musgo alimentado a músculos.
Getúlio Abreu Mossellin
Eu queria estar agora Tomando um banho de sanga Saboreando uma pitanga E ouvindo um sabiá cantor
Juarez Machado de Farias
Quando Dindinha, doente, fechou os olhos miúdos e abriu os outros da alma, reencontrou os campos velhos,
Apparício Silva Rillo
Antes do trem, chega o apito fino e, agente aque espera o trem toda se empolga para ver o filme que, um dia sim, outro não,
Algacyr Costa
Foi lá por sessenta e três Lembrarei pra sempre irmão, Eu "bem louco pra servir" Ser pracinha da nação
Lauro Teodoro
Quando começa o ano na escola Quase tudo é diferente, Conhecemos novos amigos, Que vem estudar com agente.
Glaucus Saraiva
Viola, cuia de pinho pros mates de solidão, curtida nesse galpão esfumaçado de estrelas,
Ari Pinheiro
Ontem eu sonhei, E minh'alma condoreira alçou vôo Sobre a vastidão dos campos... A brisa mansa com cheiro andino Deixou seculares escarpas,
Apparício Silva Rillo
Anca redonda, cinturinha fina... - Como é perfeita a ilusão! Por isso a gente imagina
Mário Amaral
Eu era só um guri, logo depois que nasci. Mas, o tempo foi passando, junto com ele cresci. Os manos que vieram antes, cuidaram muito de mim, Com brinquedos e mamadeiras. Te juro, foi bem assim.
Mauro Ubiratan Pereira da Rosa
Escutem, senhores, O bater descompassado Que vem lá da mataria É a cantiga dos machados
Eduardo Munhoz e Fabrício Marques
Num tranco mui debochado tal se, com nojo do chão, o meu “tronqueira” Ruano assoma na escuridão,
Luciano Salerno
A tarde fecha-se toda Por entre a terra e o céu! Um aroma de liberdade Descansa no horizonte.
Loresoni Barbosa
Ontem, lembranças tuas vieram passear no meu rancho trazendo ânsias pra o pouso. vieram também as estrelas
Aureliano de Figueiredo Pinto
Dessa progênie tumultuária vimos! E, descendendo de agitados lares, Prolongamos na américa as andanças De adustos ancestrais peninsulares.
Moisés Silveira de Menezes
Com perfeição recortada junto a linha do horizonte vislumbrava-se da estância silhueta em cor escura
Juca Ruivo
José da Silva Leal Filho) Tarde pampa. – Como um beijo, qual leve roçar de asa,
Salvador Ferrando Lamberty
Naquela noite radiante, Surgiu a lua no poente, Tão alva, quanto às estrelas, Tu surgiste de repente.
Bianca Bergmam
Há vinte anos atrás eu tinha um caderno em branco, no começo de um verão que marcou pra vida inteira! Era como se eu soubesse que as folhas brancas, por fim, guardariam as historias e as contariam pra mim.
Matheus Costa
I Quem cruzar (mesmo distante) sob o silêncio da alma,