Carregando poesias…Acervo
2.721 poesias no acervo
Marcelo d’Ávila
Meu simples galpão de estância Guarda lembranças antigas Em cada nesga de história Pendurada na parede;
Eron Vaz Mattos
A noite vem rascunhando Algum esboço de lua Na tela escura do céu; Ouço o canto dos banhados
Arabi Rodrigues
Marchava a noite em silêncio Na sua calma de monge E os galos cantavam longe, Harmonizando o sem fim!
Eudes Maria Pereira da Silva
UMA GUAIACA SE BRUNA, UM PAR DE ESPORAS... FOI TUDO O QUE RESTOU DO CAMPEIRO QUE ENTERROU MUITOS E FOI ENTERRADO NA MESMA TERRA, DE ONDE COM AS PRÓPRIAS MÃOS, ARRANCOU TUDO O QUE A VIDA LHE DERA.
Alex Brondani
O mate amargo que eu sorvo Na sombra deste momento, Tem sentido na trilha aberta Nos rumos de um sentimento,
Jurema Chaves
Batendo estribo comigo, Pela estrada poeirenta. Vai uma tropa saudosa de recuerdos Que a noite emponcha com manto negro
Maria Pampin
Nasci num rancho bem pobre Mas, num distinto rigor. Meu pai, monarca senhor; Minha mãe, senhora do rancho
Luís Lopes de Souza
Ali daquela porteira, que é um marco redivivo roído pela intempérie eu vi o andejo partir.
Caine Teixeira Garcia
Ressona a estância... Meus devaneios, não! Sobrevivo assim, num purgatório reflexivo... Travo embates - em meus adentros
Jayme Caetano Braun
Um pealo --- um tombo --- grunhidos de impotente rebeldia, o sangue da cirurgia No laço e no maneador.
Tiago Ilha
No lagrimejar dos olhos um singelo contato, as mãos decifravam tristezas e angustias transparecidas em pranto entre as rugas,deste velho corredor de carreira.
Antônio Augusto Ferreira
O passado foi de sombra, uma noite longa e triste, noite funda como a morte, tão noite que não termina,
Jayme Caetano Braun
Venho de volta - e caminho, sedento de luz e paz, como um pássaro que traz calor - do primeiro ninho,
Rodrigo Canani Medeiros
Vou repisar os meus rastros, percorrer caminhos gastos no alvorecer dos meus dias pra reencontrar a alegria
Luiz Menezes
Quando dou largas a meu pensamento Sinto no peito os entreveiros loucos, Dessa tropilha, - minha mocidade - Que vai morrendo lentamente aos poucos.
Guilherme Collares
Numa querência que tive, de campo de sonho e vida... Um antigo fortim de pedras de uma cozinha campeira
Vaine Darde
Eu não direi de ti a ausência ardente, A falta que a guitarra ainda chora, Ocaso que ficou dentro da gente Naquela noite triste sem aurora.
Egiselda Brum Charão
Nasceu lá... no Velho Mundo o carro de duas rodas cheias. Rangeu na Grécia, na China, na Índia e na Palestina...
Moisés Silveira de Menezes
Negros “maidanas” surrados sombreando cinco ventenas de tal modo distribuídos como a antever no vislumbre
Cláudio Silveira
O horizonte de um cogotilho, se moldava mansamente, a preceito...(tempranito)... Entre as folhas templadas da “Corneta” antiga,
Luís Lopes de Souza
Na areia da ampulheta germina a desilusão, se o resumo da colheita não enche a cova da mão...
João Batista de Oliveira Gomes
Hoje é dia de encontro Da peonada no galpão, Pra um trago, um chimarrão E muito verso que sai,
André Vilela
Bendita seja a noite de prazer efémero Que provoque o clímax, na dupla psicologia Fazemo-lo nostalgicamente, no piso térreo Dando som à profunda orgia
Otávio Lisboa
Talvez tenha ficado num galpão de quincha pobre… Talvez tenha sumido entre os brilhos de algum cobre. O certo é que não se acha, nem por decreto ou razão, O respeito morreu quieto, sem pedir a extrema-unção…